domingo, 30 de março de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capítulo 15 - Privacy



Liam: O que se passa? Diz-me. – ele diz sério e nervoso. Quase acabo por achá-lo adorável, mas ainda não cheguei a esse extremo. Porque, apesar de eu estar aqui com ele, sem julgamento, vai sempre alguma coisa correr mal. E nesses momentos, eu prefiro manter silêncio.
Eu: Shh. Apenas, para quieto. – respiro o seu perfume na sua camisola, já deitada sobre o seu peito, na sua larga cama. Ele respira profundamente e envolve o seu braço na minha cintura. Os seus dedos iam fazendo círculos na minha pele enquanto eu prendia a respiração, que parecia tropeçar na minha garganta.
Mantivemo-nos em silêncio. Simplesmente assim, deitados e com uma pequena luz do candeiro da cabeceira do seu quarto. Aos poucos encontro-me a adormecer...
***
Acordo e quando abro os olhos parece que fiquei a dormir pelo que se parecem dias. Já não tenho ninguém a meu lado, e estou perfeitamente coberta por debaixo dos lençóis brancos e pretos do seu quarto. Vou até a cabeceira e procuro pelo meu telemóvel mas não encontro. Ainda deve ser cedo, não sei. Levanto-me preguiçosamente e sigo até ao pé da porta, onde estava a minha mochila anteriormente. Abro-a e procuro por algo que me diga as horas. Pego no telemóvel, desbloqueio-o e a minha boca permanece entre-aberta quando vejo. Já passava das 11 horas da manhã e eu já estou atrasada quase 3 horas. A manhã foi completamente perdida. Volto o meu olhar para a cama desfeita e reparo que tem um bilhete. Ando até ele e leio...

*Desliguei o teu despertador. Espero que não te importes. Se precisares de alguma coisa liga. xxLiam*


Foda-se. Tinha que ser não é? Não bastava o dia de ontem ter corrido mal ainda mechem nas minhas coisas sem a minha ordem. Nem me vou enervar, já que ele me deixou dormir aqui... e a verdade é que já há muito tempo que não dormia tão bem assim. Acho mesmo que cheguei a sonhar com ele. Nem vou pensar nisso.
Desço e rezo para que não esteja ninguém em casa a esta hora. Ando e tento fazer o menor barulho possível, quando chego à parte inferior da casa uma senhora aborda-me com um sorriso na cara.
Ela: Hey! Tu deves ser a rapariga de quem o Liam me falou! – ela sorri e puxa-me para um abraço amigável. Retribuo e olho-a sorrindo levemente, tentando não parecer desagradável. Mas a verdade é que me sinto completamente fora da minha zona de conforto, o que eu odeio de facto. Não costumo ter de lidar com esse tipo de problemas, só espero que ele não tenha dito nada de mim.
Eu: Hey!!
Ela: O meu nome é Karen!! – sorri, nunca vi um olhar tão profundo, tão sorridente antes. A ideia de o Liam nunca ter trazido cá nenhuma rapariga antes corre pela cabeça o que me deixa aliviada, mas a verdade é que eu mesma vim até cá, sem ser convidada. Não estou no meu direito de pedir ou fazer qualquer tipo de cena aqui!
Eu: O meu nome é S/n, S/ Bell! – disse agradavelmente. Ela lança-me um sorriso enquanto falava de algumas coisas vagas.
Karen: Queres comer alguma coisa Bell? Acabei de fazer umas bolachas, não sei se queres... – ela oferece gentilmente, com um pouco de receio  na sua voz.
Eu: Oh sim,  claro! – ri e ela bate palmas de felicidade. Caminhamos até o que eu percebo ser a cozinha e ela realmente pega numas bolachinhas do forno e no fim coloca-as num prato. Sorri levemente ao ver o quão amável ela é,  até mesmo com desconhecidos. Era me impossível recusar a oferta, mesmo que eu não quisesse.
Karen: Tem cuidado. Ainda estão quentes! – ela disse enquanto pego numa na minha mão. Quando levo à boca apercebo-me de que de facto ela estava certa. Estavam muito quentes. Ri um pouco quando a vejo esconder um sorriso. Decido pousá-la durante uns tempos e esperar que arrefeça.
Eu: Hmm então... o Liam falou de mim? – pergunto enquanto me encosto ao balcão.
Karen: Oh bem, mais ou menos! – ela explica – Ele disse que tu estavas lá em cima e para ninguém te acordar nem te incomodar!! Eu perguntei-lhe quem tu eras, e ele disse que eras uma amiga, mas vi-o corar então percebi que alguma coisa se passava! – ela sorri gentilmente enquanto pisca o olho para mim. Não consigo evitar em rir ao imaginá-lo envergonhado, ela percebe e ri também um pouco.
Karen: Espero que percebas que ele é muito importante para nós!! Não o magoes... – assinto com a cabeça embaraçada, quero dizer-lhe que não temos nada, nem amigos somos. – Reparei que desde o início das aulas ele ficou um pouco diferente.
Eu: Ah é? – perguntei. Ela assente e chega-se mais perto enquanto sinto o meu coração bater mais depressa. Não sei se aguento esta pressão mais tempo.
Karen: Sim. Sei lá, um pouco cabeça no ar. A verdade é que eu sempre vi muitas raparigas interessadas nele e ele tornar-se popular, ganhar músculo – ela ri – mas nunca o vi assim! Não sei... talvez sejas tu querida! A tal! – ela sugere.
Eu: Oh não! Acho que não! – ri.
Karen: Como sabes? – ela pergunta confusa mas no fundo a brincar um pouco.
Eu: Acho um pouco apressado, afinal, ainda não passou uma semana de aulas. Não é tempo suficiente para haver qualquer tipo de transformação!
Karen: Basta um segundo que tudo pode mudar Bell... não é uma questão de tempo! – ela sorri e percebo que está a tentar mostrar-me que eu e ele passamos por isso, por essa questão de segundos que mudou as nossas vidas. Não que eu queira ser antipática, mas por hoje acho que é suficiente. Evito olhar para ela, fico feliz por ela achar isso, mas não preparada. Pego na bolacha de a pouco tempo e levo a boca, agora já não tão quente.
Karen: Está boa? – ela pergunta a espera da minha resposta com um sorriso, tal como a vi todo o tempo.
Eu: Sim, realmente estão ótimas! – sorri. De facto estão deliciosas, não me lembro de comer bolachas caseiras... e até sei porquê. Percebo que estava a ficar com uma cara meio triste e longe, porque ela pergunta-me se está tudo bem.
Eu: Sim! Estava só a pensar que aula ia ter agora... – sorri – bem, e acho mesmo que vou ter de ir para as aulas, se não se importar...
Karen: Oh claro que não! Passa aqui quando quiseres!! Estarei aqui, ou então o Liam poderá receber-te claro! – ela ri simpática. Ando até a entrada da enorme casa. Despeço-me com um abraço e saio.
Caminho até a minha casa. Quase me tinha esquecido do que aconteceu, mas a confusão relembra-me. Sigo até o meu quarto e evito reparar na bagunça. A próxima aula só começa à 1:30h, tenho tempo suficiente para tomar banho e me preparar. Coloco a mochila num canto e pego no telemóvel, vou aos meus contactos e encontro o número do Liam.

“Obrigada por ontem. Mas espero que reconsideres em não voltar a mexer nas minhas coisas. Gosto de privacidade. xxBell”


Enviei e recebo a resposta mesmo antes de voltar a colocá-lo na mochila. 


“Estás em tua casa?”


“Sim.” Limitei-me a responder a pergunta.

“Não saias daí.” 


Oh sim. E eu faço tudo o que tu queres não é?
Vou até a casa de banho, dispo-me e entro para o chuveiro. Espero que a água aqueça enquanto penso no que vou vestir. A todo o momento imagens do dia de ontem passavam-me pela cabeça, mesmo que eu tentasse evitar, era impossível. Acabo de tomar banho e enrolo-me na toalha. Vou até ao quarto e pego em roupa interior. Um sutiã simples preto de renda e umas cuecas conjunto, igualmente pretas e com um pouco de renda.
Acabo de me vestir e vou em roupa interior até ao quarto enquanto tento procurar uma roupa nas gavetas remexidas. Pego nas que estão no chão e coloco-as de volta nas gavetas. Acabo por pegar numas calças de ganga apertadas e uma sweatshirt preta com o símbolo da marijuana. Coloco em cima da cama e ouço o telemóvel vibrar. Ignoro e volto a minha atenção para o espelho. Os meus olhos pesados de chorar e a minha cara um pouco cansada. O meu cabelo estava mais selvagem e parecia mais comprido quando o sinto bater nas minhas costas provocando-me leves cócegas.
A porta abre-se rapidamente e encontro um par de olhos desejosos me olharem atentamente.
Liam: Oh foda-se. 

 

Continua...

xxPatrícia


sábado, 29 de março de 2014

Nova fic + Trailer

Heyy!! E que tal uma nova fic?
Agora que a Atividade Paranormal está a acabar, o melhor é começar outra, certo? Então... o nome dela é... 

Dangerous Street!!
Um pouco fora do vulgar, mas eu tenho a certeza que vão adorar de qualquer das formas!! Pelo menos eu espero que sim...
Aqui vai o trailer, comentem!! 


AVISO: No trailer, o rapaz do vídeo, o Damon, representa o Zayn, por isso não se assustem!!
Foi feito e será escrito pela Andy, espero que gostem!


Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 14 - Hallucinations

Abro a porta de minha casa e fecho-a atrás de mim com um pé. Quando volto a minha cabeça para o centro da sala quase grito. Quando volto a abrir os olhos encontro tudo fora do sítio e objetos partidos. Corro instintivamente até o meu quarto e tudo o que vejo é a minha cama toda desfeita e os lençóis puxados para trás. Alguns objetos estavam fora de sítio, mas não partidos como na outra divisão da casa. Ouço um barulho lá em baixo que faz o meu coração parar, a minha respiração trémula é tudo o que ouço depois disso. Corro para a casa de banho e pego de lá uma tesoura, as minhas mãos tremiam enquanto eu a segurava sem deixar cair. Desço as escadas à procura de fazer o mínimo barulho possível. Aproximo-me da cozinha e vejo um corpo se mover rapidamente para a saída. Queria correr até lá, mas os pés transformam-se em cimento e não consigo. A porta bate com força e o barulho do arranque de um carro soa lá de fora. Parece surreal.
O que é que alguém quereria daqui? De mim? Não conheço ninguém capaz de fazer isto,  talvez até conheça, mas ninguém pra além do Liam sabe onde eu moro. Sinto o sangue percorrer as minhas veias e o meu corpo aquecer. Aperto os punhos ao lado das minhas ancas e dou um murro na parede irritada. Algumas lágrimas de frustação percorriam a minha cara enquanto eu gritava de raiva. Será que tudo tem de acontecer-me a mim?
Eu: Foda-se. Não!! – grito e o meu corpo mole escorre pela parede. Alguma da pouca maquilhagem na minha cara não passava agora de uns borrões. Há minha frente tinha um vidro partido e um pouco de sangue. Oh, eu só queria desaparecer. Olhava para todo o lado e encontrava a imaginar-me novamente naquele avião, sangue, vidros e gritos. Só que agora apenas os meus gritos eram ouvidos. Volto a olhar em frente e como que uma sombra vejo a sombra de um corpo alto e musculado aparecer. Era tão... tão parecido com o Adam... Quando volto a fechá-los e abrir não volto a vê-lo lá. Cerca de 2 minutos foram passados a abrir e fechar os olhos na esperança de voltar a vê-lo. Uma sensação de frustação, raiva e nervos percorria todo o meu corpo. Em segundos sinto espasmos por todo o meu corpo, que já não me obedecia. As lágrimas de desespero seguidas de choro e gritos abafados levavam-me à loucura. Com as costas já no chão elevo os joelhos e levo as mãos até a minha boca, tapando-a na esperança de não ouvir mais nada. Trinco a palma de uma delas e vejo sangue formar-se. Espamos incontroláveis que queriam levar-me ao desespero. Levanto-me e volto a dar um murro na parede. As articulações das minhas mãos estavam sangrentas e quando volto a correr até a sala uma nova visão formava-se na minha cabeça. Eu só via pessoas, pessoas bebadas a dançar enquanto se tocavam uns nos outros... eu queria adormecer. Eu sentia todo o meu corpo mole e quase desmaiar. Começo a andar à roda e mais pessoas pareciam ocupar o lugar. Sinto me tocarem, um braço me puxar. Fecho os olhos com força enquanto sentia a minha respiração alterada e dores musculares, quando os abro encontro-me sozinha encostada à porta de entrada.
Encontro-me lavada em lágrimas e soluços que rompiam pela minha garganta enquanto eu procurava uma solução para o meu problema. Não me lembro de ter alucinações. Nunca tive. Não quero passar de uma louca. Aos poucos tento me acalmar mas toda a vez que olhava para a bagunça lembrava-me do sucedido e tudo começava outra vez.
Sem forças pego na minha mochila ao pé da porta e procuro pelo telemóvel. Tinham-se passado 3 horas desde então. Eram agora 21h e sentia a minha cabeça doer, odeio sentir-me tão fraca.
Num súbito pestanejar de olhos levanto-me e procuro por calmantes nas gavetas todas. Vazias. Corro até o meu quarto e mesmo já todo desarrumado procuro nas gavetas de lá por algum comprimido. Um calmante, uma droga... qualquer coisa. Acho que heroína é boa para este tipo de momentos. Não sei. Não experimentei, mas não vai tardar.
Já se tinha passado mais uma hora. Não sei no que estava a pensar, mas as lágrimas voltaram num relance. Como sempre voltariam. Pego no meu colar no meu pescoço e tento distair-me por um segundo que seja, mas não tem o efeito pretendido. Acabo por lembrar-me da razão pela qual o comprei. Antes de o colocar de volta no meu peito dou um beijo de leve.
O mau de ser-se anti-social é o facto de não se ter amigos, ou pelo menos bons amigos para maus momentos. Tudo o que eu menos queria no momento era passar esta noite sozinha sabendo que mais alguém pode entrar aqui a todo o momento, que posso voltar a alucinar... Não me lembro de ser tão medrosa antes como esta semana. Parece que desde que o conheci o lado mais sensível de mim vem ao de cima e sou incapaz de controlar os meus sentimentos, quaisqueres que eles sejam. Sinto-me horrível, mas sou parva o suficiente para correr até a casa dele. Acho que embora ele seja muito parvo, ele acabaria por me ajudar nisto... eu queria, mas parecia que algo me impedia de fazê-lo. Acho que a figura de parva e fraca que vou fazer não vai ajudar em nada. Mas ficar aqui a chorar a noite toda também não. O meu estado de confusão parecia intrigar-me ainda mais. Sentada no chão do meu quarto encontro um papel no meio da bagunça. Estava rasgado. Virei-o para mim.
A minha respiração prende-se na minha garganta enquanto os meus dedos tremiam sobre o papel que eles seguravam agora cuidadosamente. Percorro os meu dedos pela foto enquanto lágrimas a molhavam, destruindo ainda mais o pequeno papel, rasgado. Toda a minha família junta, toda não, os meus pais e o meu irmão... fiquei alguns segundos a olhar enquanto um rasto molhado caía sobre ela depois. Não podia estar a correr pior. Eu sabia que estava a ser demasiado bom. Começo a enervar-me ao pensar na pessoa que rasgou uma das únicas fotos que eu tinha... da minha família. Com eles. Com cuidado tentava voltar a juntar as duas partes da foto, mas voltava ao mesmo segundos depois. Já muito amarrotada por causa das lágrimas ela desfazia-se nas minhas maõs enquanto parte de mim também. Era uma das únicas que me restava. Não havia mais nada que me ligasse a eles neste momento. Tenho tantas saudades deles...
***
Encontro-me a andar até a porta da casa vizinha e antes de poder impedir-me toco à campainha. Só espero que os pais dele não estejam. Oh deus, a ideia parece-me horrível agora que penso. Sem reparar algo molhava a minha camisola, tento secar as minhas bochechas com as costas da mão, mas a porta abre-se mesmo antes de eu terminar o gesto. Era ele. Entro rapidamente e a porta fecha-se. Fico de costas para ele para evitar que ele me veja neste estado que eu tenho tentado controlar durante alguns minutos e horas, mas nunca bem sucedido.
Liam: O que se passou? Está tudo bem Bell? – viro o meu corpo e encontro-o a poucos metros de distância, apenas alguns passos...
Ele aborda-me com uma explosão de perguntas que eu não podia responder. Corro até ele e coloco-me em volta dos seus longos braços. Fecho os olhos enquanto, já sem tentar evitar sequer, molhava a sua t-shirt. As suas mãos apertam-me mais contra o seu peito, ele mantinha-se silencioso. Acabo por perceber que ele era tudo o que eu precisava no momento... aperto o fim da sua t-shirt tentando senti-lo mais perto de mim.
Liam: Vem. – ele segura firmemente na minha mão – Vamos para o meu quarto. – embora me pareça estranho, não recuei e caminhei atrás dele enquanto ele me guiava pelo caminho até o andar de cima.
Sinto um calafrio me percorrer quando ele abre a porta de seu quarto, enorme e lindo. Eu nunca poderei ser alguém como ele. Ou ter alguém como ele... isso seria apenas... um belo sonho.
Eu: O...os teus pais não estão em casa? – gaguejei e disse baixo. Baixo a cabeça e a sua mão sobe até meu rosto, limpando as lágrimas. Encaminha-nos até a sua cama. Sento-me numa ponta, ele sorri um pouco e arrasta-me para o pé de si, fazendo os nossos corpos se tocarem levemente.
Eu: Desculpa, desculpa, desculpa. – disse rápido enquanto afagava as lágrimas irritantes que se formavam a todo o momento. Eu não queria que nada disto acontecesse assim. Ele aproxima-se e aperta a minha mão num gesto reconfortante, deixo uma lágrima cair sobre elas. Vários arrepios pareciam me completar no momento. Começo a tremer, de pânico, não sabendo como agir numa situação destas. Novamente encontro-me rodeada de jovens adolescentes, neste mesmo quarto, e de repente encontro o tal Gale a vir em meu encontro, com uma expressão irritada que me fazia doer o peito. Começo a afastar-me assustada, ele parece vingativo. Levanto-me da cama e fujo até o mais longe que posso da porta do quarto, acabo por encostar-me em uma parede ao fundo. Fecho os olhos e sinto o meu corpo tremer de medo, encolho-me ao fundo e debruço-me sobre os meu joelhos, à procura de esconder-me, enquanto mexia com os pés a tentar de alguma forma manter-me mais o longe possível, atravessar a parede até. Ouço gritos roucos e toques desesperados nos meus ombros...
Liam: Bell!! – ele grita. O meu coração bate depressa. – abre os olhos por favor... Bell!
Abro os olhos e volto a encontrar-me sozinha, e apenas o Liam me tocava no ombro, de joelhos em frente a mim enquanto os seus olhos me olhavam preocupados. Guincho de frustração e mais lágrimas voltavam. Uma mão cobre a minha bochecha enquanto limpa o rasto que elas percorrem. Senta-se ao pé de mim. Encosto a minha cabeça no seu peito, desesperadamente à procura de poder acalmar-me com o soar do bater do seu coração.


Continua...

xxPatricia

quarta-feira, 26 de março de 2014

Atividade Paranormal - 4ª Temporada - Capitulo 14 - Ajuda

*Últimos capítulos*

Provavelmente esse será o penúltimo capítulo, espero que gostem!


S/n P.O.V.

Uma dor tomava conta de todo meu corpo gelado, a última memória que tenho antes de acordar aqui foi a mulher me trazendo num lugar, aí ela desapereceu, não conseguia ver nada a não ser a névoa e para mais minha visão estava fusca com as lágrimas que nasciam dentro deles e eu tentava que não fugissem, de repente meu corpo tombou, uma corrente de ar abafou meu corpo até bater em água ... não lembro mais nada desde aí! Agora o Zayn estava ali, isso queria dizer que também ele corria perigo!! Tinhamos que fugir, arranjar um jeito de sair ...
Eu: Zayn ... - falei com dificuldade apertando sua camisa e o puxando mais para mim - Sai daqui ...  - meu ar faltava e uma ardência enorme envolvia minha garganta, minha respiração era muito fraca, meus olhos reviravam em braco, tentava por tudo ganhar algumas forças ou pelo menos não fechar meus olhos mas a dor que sentia era horrivel! Zayn não tinha qualquer reação apenas segurava meu corpo junto ao seu, sentia-o ficar nervoso e tremer, não sabia o que sentia porque ele não falava nada para mim, nada mesmo!!
Zayn: O que você sente?? - sua voz saiu calma.
Eu: E-euu não sei ... Doi muito e...e sufoca Zayn! - na verdade sentia-me vazia como se faltasse algo, sentia uma dor insuportavel no peito algo que parecia que por mais que eu tentasse nunca iria conseguir deixar expulsar de mim naquele momento, sentia um turbilhão de coisas que nem eu mesma entendia... Talvez não haja mesmo explicação para tudo isso que estou sentindo, é algo que não é real... é algo que me consome a cada minuto que passa, algo que parece não ter mais jeito para que melhore! Nossas vidas talvez estejam mesmo destinadas a ser assim ... paranormais! - Eu só quero que vás embora ... Sai daqui porra!! - tentava ganhar algumas forças para falar com ele. Eu não queria, não queria mesmo que ele me deixasse mas eu ...só queria protegê-lo!!
Zayn: EU NÃO VOU NÃO ENTENDES?? PARA, PARA DE ME TENTAR AFASTAR!! - ele gritou nervoso comigo, podia ver suas veias sobressairem na pele.
Eu: Então PÁRA - elevei meu tom de voz mas minha garganta queimou, respirei tomando a voz novamemte - Para de me proteger ou de arriscar tudo por mim! - eu estava sendo demasiado dura com ele ... todas as palavras me magoavam até a mim mesma.
Zayn: Sabes quantas vezes eu quis curar minhas cicatrizes e libertar meu corpo das feridas que você me deixou?? SABE??? Todas as vezes que tentava arrancar essa facada de meu peito que você enterrou em mim??... Quantas e quantas vezes s/n nem imaginas ... Eu só queria recomeçar e esquecer tudo o que de você havia em mim. Mas eu não o fiz pois não?? Eu sempre fiquei do seu lado VOCÊ É TÃO BURRA QUE NÃO PERCEBE!! Aprenda uma coisa, eu não vou estar sempre voltando, chega um dia que eu vou partir mesmo e aí pode ser que você dê valor ao que perdeu!
Eu: Um ano atrás você me falava que eu era sua pequena e sempre estaria ao meu lado, Porque você não cumpriu essa promessa??


Zayn P.O.V.

Eu apenas queria entender porque com a gente as coisas tem de acontecer assim!! Achar uma resposta para todas as perguntas que surgem em minha cabeça. Eu sou uma pessoa fria e sem coração?!... Eu choro, amo, sinto raiva mas a amo! E eu sinto, pode não parecer mas eu tenho sentimentos! É dificil expressar o que sinto porque nunca arranjo um jeito para o fazer então eu apenas guardo para mim, guardo essa dor e talvez por isso sou tão frio!! Eu  ... sou humano sim!! Não consigo ser perfeito mas pelo menos sou eu mesmo ... não me escondo!! Será que ela não poderia entender isso por um segundo, deixar de ser mimada e perceber que eu não vou ser o seu bonequinho que quando ela quer briga e quando quer ele volta para junto dela ...


S/n P.O.V.
Eu: Um ano atrás você me falava que eu era sua pequena e sempre estaria ao meu lado, Porque você não cumpriu essa promessa??
Zayn: Porque você não me deixou ... porque você não era mais minha pequena, eu não olhava mais para você daquele jeito protetor, eu simplesmente comecei sentindo algo diferente, muito mais intenso ... eu comecei a te amar! - eu não sabia o que lhe reponder. nao podia continuar com aquela briga depois do que ele me estava ali a dizer... a dor que sentia, não impedia meu coração de se sentir feliz em ouvir essas palavras!! Queria esboçar eu sorriso em meus lábios e o beijar mas ... - Talvez ... e-eu ainda te ame, ou talvez eu apenas não me tenha acostumado com a ideia de não te ter mais perto de mim, fazendo parte da minha vida como sempre foi... eu me fodo pra isso porque seja lá o que for esse sentimento, eu sinto sua falta da mesma maneira! ... E para com isso, sei que está dizendo essa merda toda porque quer que me afaste, s/n - ele segurou meu rosto em sua mão - Se eu for, esqueça que alguma vez existiu um "nós" porque eu dessa vez não volto!! Não volto mesmo... a escolha é sua!
Eu: Ajuda-me ... - falei pegando na mão dele e a apertando bem forte contra meu peito, enquanto meus olhos marejavam completamente e se perdiam nos seus. Não eu não queria que ele fosse, NUNCA MAIS, eu queria que dessa vez fosse para sempre!! (...)


Alex P.O.V.
Quando consegui que a porta se abrisse tomei conta de chamas e mais chamas ... não ouvia mais a Ashley apenas via fogo ... fogo ... e meu mundo escapar-me entre os dedos... Minha perna estava sangrando mas essa dor era minima comparando aquela de sentir que a perdi.
Eu: ASHLEYYYY!! - gritei desesperado. Porquê, porque você fez isso comigo?? Porquê Ashley?? Te odeio tanto caralho! Me deixei cair de joelhos no chão e agarrei minha cabeça entre as mãos, sentia uma raiva enorme, um ódio... uma tristeza ... Ouvi um forte barulho, parecia de algo a quebrar, parecia um vidro, não liguei apenas continuei ali sendo alguém que nunca conheci antes!
Ashley: Alex! - sua voz soou mesmo atrás de mim. Mas ... era verdade?? Ela estava viva?? Ou tudo isso não passava apenas de uma ilusão... me voltei lentamente para trás não acreditando e ... ela estava ali, seu olhar cruzou o meu e via correr rapidamente para meu braços me levantei também. Nossos corpos chocaram e ela me agarrou para junto de si, as lágrimas tomaram conta de mim, eu estava chorando ... - Tenho tanto medo Alex , eu não quero, não quero te perder ... Desculpa por favor ... - ela falava entre soluços, sentia sua lágrimas molhando minha camisola, a afastei e peguei em suas mãos.
Eu: Eu estou aqui. – entrelacei nossos dedos.
Seus lábios deslizaram sobre os meus formando um beijo, seus dedos entrelaçavam-se em meus cabelos os puxando levemente para si e minhas mãos agarravam sua cintura a acariciando suavemente, sua pele estava quente e suada, o calor dos seus lábios nos meus era algo semelhante a uma droga para mim ... ela era um vício que eu não queria perder! Posso estar a ser um idiota do caralho mas eu vou arriscar... porque errar é humano!


Justin P.O.V.
Ainda tentei impedir o Alex de entrar ali mas ele não me ouviu, de repente senti pontadas fortes em minha cabeça, já tinha sentido aquela sensação antes, no precipicio quando quase matei a s/n... mas porque essas dores estavam voltando? Dessa vez era muito mais forte e doloroso, me estavam deixando louco. Me joguei pro chão, aquilo não desaparecia... tudo aquilo apenas me mostrava que a mulher voltou realmente e a única coisa em que eu pensava era na s/n. Corri, corri sem destino uma força me guiava, como se alguem lá do céu olhasse por ela, cheguei num lugar coberto de névoa, arrastei meu corpo tentando encontrar alguém ... absolutamente nada ... Vaii Justin toma forças para andar caralho!! Estava muito fraco, meu corpo chocou com algo duro, era um poço, engoli seco e dei um passo para trás assustado.
XXX: HEYY!! - alguém gritou lá de dentro, não era a voz da mulher tinha a certeza.... era da s/n, fui para junto do poço novamente e olhei pro fundo, estava um pouco escuro mas percebia que havia alguém lá em baixo. Graças a deus eu a encontrei!! - Quem é você??
Eu: S/n vou procurar ajuda!
S/n: Jus?? ... NÃO,  Justin a gente percisa de sair daqui depressa!
Eu: Como eu vou tirar vocês daí??
S/n: Fica apenas aí nos esperando!!
(...)


S/n P.O.V.
Minhas pernas e minhas mãos estavam completamente arranhadas de tentar subir, as pedras rasgavam minha pele causando uma ardência nela, tentava suportar essa dor e não gritar, finalmente eu e o zayn conseguimos chegar lá em cima, pulei para fora daquele lugar e Justin me abraçou beijando minha testa. Zayn ficou apenas nos olhando sem falar nada, nos afastamos e eu fui para junto de Zayn que envolveu seu braço á volta do meu pescoço.


Continua...

xxAndy

domingo, 23 de março de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 13 - The new girl

Ouço o toque do telemóvel. Espero que pare, mas isso não acontece. Estico o meu braço até ele e desligo o despertador. Vejo as horas, ainda era incrivelmente cedo, pelo menos para uma quarta  feira. Acho eu. Ainda são 6:30h, o que significa que só por acaso, o despertador tocou meia hora mais cedo. O que não era suposto. Fecho os olhos e volto a dormir. 

***

Abro-os, pego no telemóvel e vejo as horas. Foda-se. Restava-me meia hora para me vestir, e chegar até a escola a pé, o que é praticamente impossível. Hoje as aulas começavam às 8h e já eram 7h30min. Despacho-me e corro até a casa de banho, não tenho tempo de tomar banho e apenas escovo os dentes e penteio-me. Sigo até o meu quarto e visto uma roupa rápido, a primeira que encontrei. Acabei por deixar tudo espalhado e desorganizado, algumas roupas caíram no chão enquanto pegava noutras. Visto-me o mais rápido que posso e desço as escadas enquanto me calço e aperto o botão das calças. Com os olhos quase fechados de sono ia tropeçando, segurei-me no corrimão das escadas rápido para evitar desastres. Sem dúvida que o dia não está a começar da melhor forma.

Corro até a cozinha, pego numa maçã como sempre e corro até lá fora. Quando já tinha fechado a porta lembro-me que me esqueci de pegar na mochila. Suspiro e volto a abrir a porta, subo as escadas com pressa e pego na mochila do meu quarto e saio. 

Literalmente corro o caminho todo. Acabei por chegar mesmo no momento do toque. Suspiro de alívio. Se começar a faltar as aulas logo no início ainda corro o risco de pedirem para chamar algum adulto da minha parte que neste caso, eu não tenho. O que logo significa que eu iria arranjar problemas, e não eram poucos. 

Caminho até a sala, percebo que estava em Filosofia pelo que o professor explicava. Como todos os outros ele começa por falar da planificação das aulas. A aula decorre normalmente, sem problemas, enquanto ele explicava alguma coisas sobre o “grande” filósofo que ele tanto parecia admirar que era Platão. Podia ver na maneira como ele falava que ele sem dúvida nenhuma o admirava imenso e explicava com prazer toda a matéria. Não que eu não goste de filosofia, apenas não acho interesse nenhum nisso. A meu lado como sempre, estava o Liam. Percebi mais tarde que ele parecia gostar imenso do que o professor dizia... não era de admirar que ele gostasse. Ele parecia cansado. Não quero culpar-me, mas talvez isso se deva ao barulho e à discussão de ontem. De qualquer das formas não estou preocupada em descobrir. 

Ouve-se o toque soar e as cadeiras arrastarem. Peguei as minhas coisas e arrumei tudo. Enquanto andava em direção à saída acabo por bater contra alguém e várias folhas caem no chão. Reparo no seu rosto ligeiramente irritado mas cansado enquanto apanhava os papeis. Agacho-me para a ajudar, era uma rapariga não muito alta, cabelo castanho que me parecia preto e muito comprido e usava uma camisola simples preta com umas calças apertadas e ligeiramente rasgadas de ganga cinzenta. Era magra e um pouco mais baixa do que eu. Devia ter cerca de 1.65m.  Só pelo visual gosto logo dela. Era realmente bonita. Mais tarde reparo nas inúmeras tatuagens que ocupavam o seu corpo. Se não fosse pelo seu sorriso não diria de todo que era simpática.

Eu: Hmm desculpa. – disse e ajudo a pegar nas folhas. Ela sorri levemente para mim mas eu não retribuo. Apenas pego em tudo que deixei cair no chão e entrego-lhe. Levanto-me e ela faz o mesmo. 

Ela: Tu és aquela rapariga nova que entrou não és?

Eu: Hm sou. – continuo o meu caminho enquanto ela me segue e caminhamos lado a lado. 

Ela: O meu nome é Sally! – aproxima-se e estende-me a sua mão para a apertar. Sorri levemente com o gesto e damos um aperto de mão. – Tu és a...? 

Eu: S/n! S/n Bell. – afirmei. Durante o resto do dia falamos todo o tempo possível. Sentia-me estranha perto dela, não conseguia oferecer tanta simpatia como ela fazia. Simplesmente limitava-me a sorrir algumas vezes e acenar com a cabeça. Acabei por descobrir que somos muito diferentes, embora pela aparência fossemos um pouco parecidas. Ela era muito dada a festas e considerei-a muito social pelo que me apresentou a montes de gente. Conheci alguns rapazes, uma das raparigas pareceu odiar-me logo que me viu, mas não me importei. Sem dúvida ela falava muito. Contou-me algumas coisas da vida dela. Eu acho que ela gostava de um rapaz do grupo, acho que o nome dele era Ryan, não percebi bem. 

No fim da última aula sou surpreendida por ela enquanto caminhava até a saída da escola. 

Sally: Hey Bell, não queres juntar-te a nós logo numa festa?? Vai ser brutal. – ela ri entusiasmada enquanto batia palmas, reconheci algumas pessoas do grupo dela. 

Eu: Hmm não. Hoje tenho muita coisa para fazer. – menti.

Sally: Anda lá!! Vai lá estar montes de gente e ainda pode ser que arranjes um rapaz para ti! 

Liam: Ela não pode. – ouço-o falar enquanto coloca a sua mão sobre o meu ombro. Ela dá de ombros e sorri pra mim novamente. –Temos planos hoje! Não é babe? – ele ri enquanto me olha contente e satisfeito mas volta a olhar para eles sério. 

Sally: Ohh venham os dois!! Vá lá, vai ser divertido! – ela suplica – Por favor. Pode ser Bell? Por favor? – ela faz voz mais fininha e cruza as mãos à minha frente quase suplicando outra vez. Sinto a mão no meu ombro apertá-lo ligeiramente e um par de olhos me olharem sérios.

Eu: Hmm hoje não vai dar mesmo. Fica para outro dia. Vemo-nos por aí! – aceno e caminho para fora de lá. A meio do percurso, já fora de visão deles, retiro a sua mão rapidamente do meu ombro e paro no caminho. Mas ele é normal sequer? – Mas o que foi aquilo? Estás parvo ou quê? – grito.

Liam: Devias agradecer-me. – dá de ombros e apenas me  olha normal.

Eu: Agradecer-te? Até parece que me fizeste algum favor não? – ri irónica enquanto subo o meu olhar até o céu e volto a olhar para ele. Ainda me vão explicar porque é que ele tem de ser sempre tão intrometido. Porque é que não se mete na vida dele? Se é que tem uma. 

Liam: Sabes de quem vai ser aquela festa logo à noite? – ele diz e encara-me, não consigo perceber que tipo de emoção a voz dele reflete. 

Eu: Mas achas que isso me interessa por acaso? – disse rude.

Liam: É do Gale.

Eu: Hmhm. E quem é o Gale? – mas quem caralhos é o Gale e porque é que isso me é relevante? 

Liam: O rapaz de quem eu te salvei no outro dia. – a minha respiração prende-se na minha garganta e surpreendo-me pela sua atitude. Tenho a sensação que começo a respirar muito depressa. – De nada. – ele diz e continua a andar deixando-me para trás. 

Fico parada no meio do percurso, enquanto o via afastar-se sem olhar para trás. Às vezes acho que não passo de uma idiota. Sempre tão egoísta, a pensar em mim, mas sem pensar nas consequência, quando depois tem alguém que parece zelar pelo meu bem quando nem o eu o faria. Não consigo ficar feliz com ele, mas de certo modo deixa-me arrepiada e faz a minha cabeça andar a roda. Quando volto a olhar em frente sinto que fiquei parada pelo que parecem horas, o meu corpo está dormente e uma sensação estranha rompia pelo meu corpo todo. Sacudi a cabeça e comecei a andar em direção a casa. Por muito que quisesse saber porque raios ele fez aquilo acho que o melhor é afastar-me, pelo menos por hoje. Não consigo ser amiga dele quando me sinto tão estúpida a seu lado. Faz me sentir mal, mas divertida. O que é estranho, e bom. E ele é bom, mas com o seu lado mau, que parece vir à tona a maior parte dos momentos que está comigo, que para já, ainda não foram muitos, mas foram o suficiente. 


Continua...

xxPatrícia


quarta-feira, 19 de março de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 12 - Friendly


Já era perto da 1h da manhã e eu ainda tinha energia suficiente par manter o meu corpo acordado, embora não devesse. Eu queria dormir, e acordar quanto já tudo estivesse bem, mas já é isso que tenho feito estes últimos anos, e como visto, não tem resultado.
Deitada na cama viro a minha cabeça na direção da janela, podiam ver-se as luzes lá de fora, da noite, o brilho da lua... esperei talvez ver algum rapaz na janela, mas nada aconteceu.
Voltei a olhar para o teto. No momento até a minha respiração parecia alta, tão alta que preferia parar de ouvi-la. Saí e desci até lá baixo. Apenas na minha camisola curta de dormir sentei-me no sofá e liguei a televisão. Não  estava a dar nada de interessante mesmo. Tenho que pensar em comprar um computador pra ter aqui em casa, nunca me passou pela cabeça comprar um depois do que aconteceu.
Coloquei a televisão alta, para me distrair um pouco. Estava mesmo prestes a dormir, ainda que o barulho fosse realmente muito alto. Tempos depois ouço a campainha tocar. Dou um pulo do sofá assustada e sigo até a porta, abro-a e mesmo sem olhar sigo novamente para o sofá.
Liam: Mas que merda é esta?! – ele entra a matar, quase gritou, mas o barulho por trás da sua voz era demasiado alto. Ri da sua cara. – Põe essa merda mais baixo!
Eu: Deixa-me em paz. Foda-se, que melga. – disse e coloquei uma travesseira a tapar os ouvidos para não ouvir o que ele tanto gritava e fazia questão que eu percebesse.
Vejo o comando ser retirado das minhas mãos e ele desliga a tv. Sento-me rapidamente irritada e pego nele da sua mão.
Eu: É a minha casa. Eu faço o que quiser. – falei entre os dentes enquanto ele se mexia inquieto e irritado, tal como eu.
Liam: Quando eu sair desta porta não quero ouvir barulho! Deixa-me dormir de uma vez por todas! – ele mexe-se e em passos pesados caminha até a porta e bate com ela com força enquanto eu o via sair. Depois da minha contagem até dez, na tentativa falhada de me acalmar, voltei a ligar a tv e ela liga exatamente no volume em que foi desligada, ou seja... alto, muito alto mesmo!! Num estrondo a porta abre-se e ele caminha frustrado até ao centro da sala e volta a desligar a televisão.
Eu: Mas tu não tens mais nada para fazer? – grito e levanto-me.
Liam: Oh, eu tenho, mas uma pessoa não me deixa! – ele grita em resposta e atira com o comando para a parede. Mas quem é que ele pensa que é?
Eu: Visto que estás claramente frustrado não vou ripostar, mas aconcelho-te a sair daqui, e agora!
Liam: E quê? És tu que mandas? – ri, claramente sarcástico. Coisa que ele não consegue ser. Porque sarcasmo, é a minha especialidade.
Eu: Estás em minha casa. Se te quisesse mandar foder eu mandava, porque aqui quem manda sou eu!
Liam: Oh sim? Então e se eu ligasse à polícia a fazer queixa do barulho que estás a fazer? Sabes que não podes fazer barulho a uma hora destas! – ele aponta satisfeito, apenas dei de ombros, ele parece incomodado.
Eu: Ahh, vai tu, vai a polícia, vão todos para o caralho! Quero lá saber... nota-se bem que és daqueles meninos riquinhos que acha que a polícia ainda mete medo a alguém nestes dias de hoje. – ri.
Liam: Devia.
Eu: Hmhm – concordo com a cabeça desinteressada. Ele parece alterado - já podes sair. – ordeno, ele limita-se a abanar com a cabeça de um lado para o outro enquanto olha para mim e de seguida para o chão irritado. Vejo punhos cerrados formarem-se nas sua mãos. – Ainda aí estás? – digo e riu, olhando para ele de canto, era bom ver a maneira como eu o conseguia descontrolar tão facilmente.
A porta bate com força fazendo tudo estremecer. Até eu. Assusto-me com a sua brusca saída mas tento voltar as minhas atenções para a televisão.
Por muito que eu olhasse para lá e tentasse perceber a história do filme que lá passava, eu só pensava na situação de à minutos atrás. Era de certo modo boa a minha relação com ele. Eu gostava de estar sempre zangada com ele. Eu gosto de discussões e sair a ganhar por cima. Mas odeio a maneira como ele me olha quando sai e se dá por vencido. Não sei se está irritado, magoado, ou simplesmente indiferente ao que aconteceu. Não sei como lidar com ele. Na verdade, não sei lidar com qualquer tipo de sentimento dos outros. Simplesmente não tive de o fazer.
Há já algum tempo que nem tento ser amigável com quem quer que seja. A não ser com aqueles que se mostravam preocupados comigo. E no fim de tudo, esses mesmos que eram meus amigos acabavam por magoar-me, então eu decidi a não dar confiança a mais ninguém. E não é por ele dizer querer ser meu amigo que eu vou cair em tentações. Foi por tentações mesmo que eu me tornei no que sou hoje... depois do que aconteceu estava tão abalada que me tornei de certo modo muito sensível.
Um rapaz, ele chamava-se Jonas, ele fingiu ter sentimentos fortes por mim, fingiu que se importava... E no fim de contas, quando eu perdi a virgindade com ele, ele foi perdendo contacto comigo. Dias mais tarde ele revelou tudo para toda a escola. Eu só queria desaparecer. Ele rebaixou-me, via-se na sua cara satisfação, ele sentia-se bem enquanto me derrubava... mas isso ajudou-me. No fundo ajudou-me e muito. Agradeço-lhe por isso,  tornei-me forte suficiente e inteligente para não me deixar levar pelos sentimentos.
Alguns meses mais tarde tive a minha vingança. E tenho a certeza de que não se ficou a rir. Fui expulsa uma outra vez, mas valeu a pena.
E hoje aqui estou eu, a evitar ter ligações com as pessoas, para não correr o risco de as fazer passar pelo que eu passei, ou vice-versa. É a mesma coisa. Com os meus olhos pesados vou baixando o volume da tv e subo até o meu quarto...
Acabo por adormecer, mas era como se a minha mente se mantivesse ativa.



Continua...

xxPatrícia


domingo, 16 de março de 2014

Atividade Paranormal - 4ª Temporada - Capitulo 13 - Poço



*Últimos capítulos*





Zayn P.O.V.
Cheguei no corredor, tudo lá em cima parecia vazio, não haviam sinais de que alguém pudesse lá estar... eu não estava ficando louco!! Eu ouvi a voz da s/n gritando! Comecei dando passos lentos, apenas se conseguia ouvir o barulho da madeira ranger a cada passo meu e o vento soprando fazendo as cortinas esvoaçarem nos corredores. Uma das portas estava semi aberta, me aproximei um pouco e olhei o que havia lá dentro ... nada, apenas uma janela aberta. Segui até ela e passei meus dedos pelas cortinas cheias de pó, olhei melhor a sala toda e reparei na jaqueta que estava no chão ... meu coração gelou, cerrei os olhos e neguei com a cabeça várias vezes, aquilo não podia estar a acontecer, não novamente connosco! Respirei fundo e me baixei pegando a jaqueta na mão ... era da s/n. Corri depressa até lá baixo pra chamar o Alex. Havia fogo tomando conta daquele lugar todo ....
Justin: A s/n?? - ele perguntou com dificuldade, sua voz mal saía por causa do fumo que lá havia.
Eu: A mulher voltou!!
Justin: Não, não pode, eu matei ela ... Como assim ela voltou??
Eu: Não importa isso agora!! Temos de ir atrás dela!
Justin: Como você quer sair daqui?? - o fogo estava aumentando, restava pouco tempo para conseguirmos sair dali, de repente ouvimos as janelas se fecharem todas, corri até uma delas tentando a abrir mas era impossivel. - Vamos em cima! - subimos todos, já havia fumo se espalhando na parte de cima do colégio tornando o ar pesado e me fazendo tossir.
Alex: E agora??
Eu: Saltamos! - eu falei olhando a única janela que ainda estava aberta, a altura era realmente muito grande mas se ficassemos lá dentro era certo que morriamos (...)


Alex P.O.V.
Ashley: Socorro!! - o Zayn e o Justin já tinham pulado da janela, apenas faltava eu. Minha cabeça estava a mil á hora, eu não entendia o que se estava a passar ali, quem era a tal mulher, porque a s/n estava lá ... e depois havia aquela raiva me consumindo de um jeito incontrolável, eu precisava de aliviar minha mente mas não havia nada para me fazer esquecer tudo naquela hora! Quando ia saltar ouvi a voz da Ashley ... senti uma pontada forte no peito e paralisei... Essa puta foi a única garota que me fez sentir essa porra de sentimento que chamam de dor!! Sei que vou andar perdido depois disto... Eu nunca a traí caralho e essa puta de merda entregou-me pro meu maior inimigo, pro filho da puta que matou minha irmã!! ... Corri até lá baixo, ouvi o Zayn e o Justin gritarem mas não liguei. Sou um idiota devia deixá-la morrer!
Eu: Ashley?? - meus olhos apenas viam fogo não conseguia encontrá-la... - Ash... - vi-a quase desmaiando num canto da sala, fui depressa até ela que chorava, ela me abraçou forte, sentia suas lágrimas molhando minha blusa, coloquei minha mão em seus cabelos a tentando acalmar e mordi meu lábio inferior tentando conter a raiva que tinha dela naquele momento.
Ashley: Alex... - ela soluçava - Amo-te - ela susurrou contra meu ombro.
Eu: Não o suficiente! - falei e ela me olhou. - O que foi?? - perguntei frio.
Ashley: Eu nunca te menti!
Eu: És uma puta ... Sempre tive medo que isto acontecesse mas mesmo assim deixei-te dormir na minha cama, apresentei-te ao meu pessoal... FIZ TUDO POR TI ... Dava um ano da minha vida por uma noite contigo sua cabra!
Ashley: Desculpa... - sua voz saiu fraca e ela olhou o chão.
Eu: Fizeste merda!! - ela me voltou a olhar e abriu a boca para falar algo mas a interrompi. - Respeita o meu espaço, dá-me tempo ... Deixaste-me completamente fodido miuda! – o meu corpo começou suando, o fogo já estava quase chegando a nós. Respirei bem fundo e peguei a mão dela e a levantei do chão colocando seu corpo debaixo de meu ombro e corri com ela lá para cima. - Eu vou saltar primeiro depois saltas tu. - ela assentiu e eu saltei, Zayn e Justin me olharam espantados ao ver a Ashley mas eu os ignorei e fui para a frente da janela para a apanhar - Vai salta! - ela ficou parada na janela - ASHLEY!! SALTA PORRA!
Ashley: Eu não posso Alex a...
Eu: TÁS DOIDA?? SALTA!!
Ashley: Não ... Eu esqueci o colar que você me deu lá em baixo!!
Eu: Eu te compro outro depois mas por amor de deus salta dessa janela agora!! - ela me encarou e depois desapareceu ... FODASSE!! Vi a janela se trancar também ... Zayn agarrou meu braço.
Zayn: Deixa-a, ela traiu-te. Vais mesmo arriscar a tua vida por ela??
Eu: EU NÃO A VOU DEIXAR MORRER!!! - gritei com ele e logo dei um passo atrás soltando um suspiro e uma lágrima caiu sobre meu rosto ... Alex, Alex ... ele tem tanta razão porque eu sinto que vou perder minha vida se a deixar morrer lá dentro?!! Tenho meu coração batendo bruscamente em meu peito, as lágrimas tomam conta de mim sem que as consiga controlar, não entendo o que se passa com meu corpo, está todo trémulo e ... doi  ... minha alma doi por essa puta me ter traído!! Eu soube o significado da palavra "amor" quando conheci a s/n, mas a Ashley fez-me voltar a sentir tudo isso outra vez, mas pior, muito pior ... a s/n é como uma maninha pra mim e NUNCA traiu minha confiança!! Isolei-me num mundo perfeito com ela, tratei dela, adorava aquele seu jeito durão e a adrenalina que vivia em sua alma, o corpo dela era um vicio ... Tudo tretas e mentiras, uma farsa, hoje ela me entregou para o cara que só meu olhar tem vontade de matar!!- Eu não me consigo desligar dela ... - falei puxando meus cabelos... "EU NÃO A VOU DEIXAR MORRER!!!" isso ecoava em minha mente, "Eu nunca te menti!" ... FODASSE!! Corri para a porta e a chutei com pé tentando a abrir  (...)


Zayn P.O.V.
" Ela está tão perto Zayn... Corre, corre ...", havia uma voz falando em minha mente, reconhecia ..."Depressa...", eu estava ficando louco!! Comecei ouvindo a s/n gritar entre choros, meu coração gelou ... eu não sabia dela!! EU NÃO SABIA PORRA!! Seus gritos de desespero iam ficando mais intensos. Sai da minha cabeça quem quer que tu sejas, por favor!! “O poço...", Grrrr QUE POÇO??? Eu só queria saber da minha namorada porra!!! " Salva-a Zayn...", as lágrimas começaram rolando sem que eu as segurasse, haviam pontadas fortes em minha cabeça, uma dor insuportável me deixando louco e um aperto no peito...
Justin: ALEX!! - me voltei tentando perceber o que acontecia e vi o Alex chutando a porta com toda a força, haviam já pedaços de madeira partindo, e sangue em sua perna ... vi Justin correr na sua direção o tentando impedir de entrar. Minhas pernas fraquejaram e a voz de s/n voltou em minha mente, dessa vez apenas ouvia sua respiração ... o que se tinha passado?? Aquela voz não me dizia mais nada ... Porque minhas forças estavam indo embora?? Meus olhos estavam pesados e querendo se fechar, sabia que havia algo de errado em tudo isso!! Poço ... poço ... 


#Flashbak on#
Mulher: Durante todo esse tempo eu tive dentro daquele poço viva e sofrendo ... Minha filha cresceu sem mãe!
#Flashback off#


Ela está no poço?? ... Ela levou a s/n lá. Lembrei de ouvir os gritos desesperados dela e logo depois sua repiração apenas ... Não, não podia  ... ela não podia estar lá dentro!!! Puta de velha!! Tomei um pouco de ar e corri rápido ... não tinha destino apenas me deixava levar por uma força, sei lá, parecia haver alguém me guiando até ela e me avisando de que a tinha de proteger. Eu não a podia perder, não outra vez, a gente prometeu que dessa vez ia dar certo então eu tinha que lutar! Minha respiração ia falhando ás vezes á medida que eu seguia para o desconhecido, não sabia absolutamente nada, para onde ia, onde a s/n estava ... sua imagem ocupava toda a minha mente, ouvi-a respirar muito fraco, isso me deixava tão baixo não saber o que tinham feito com ela, se ela estava mal ... de repente ouvi sua voz sussurrar meu nome num suspiro longo. Porque eu estava ouvindo essas vozes em minha cabeça?! Uma sensação dolorosa domou meu peito parecendo facadas, apertei minha t-shirt com força, meu coração parecia estar queimando ... De repente cheguei num lugar escondido, havia uma névoa cobrindo minha visão fui avaçando lentamente, a dor parecia desaparecer á medida que eu andava. Meu corpo bateu contra alguma coisa ainda tentei me equilibrar mas acabei caindo lá, senti meu corpo embater em algo duro e molhado, minhas roupas ficaram todas cheias de água. Levantei um pouco a cabeça levando minha mão até ela e ... vi o corpo dela mesmo ali ao meu lado inconsciente e gelado, seus cabelos estavam mergulhados na pouca água que havia lá no fundo mas conseguia cobri-la quase por completo. Arrastei meu corpo até ao seu e peguei em sua cabeça colocando ela em minhas pernas e afastando seus cabelos do rosto, deslizei meus dedos sobre sua pele suavemente e deixei uma lágrima escapar-me, vi seus lábios se mexerem um pouco, beijei sua testa de leve e seus olhos abriram encarando os meus, seu corpo estremeceu contra mim enquanto fortes arrepios corriam nela.
Eu: Me desculpe não ter conseguido chegar mais cedo pequena! - sussurrei perto de seus lábios.



Continua...

xxAndy

quarta-feira, 12 de março de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 11 - Nothing left

Acordo com o som do despertador,  que me lembra que tenho aulas. A ideia de vê-lo já de manhã aterrorizava-me. Eu vou me afastar dele, custe o que custar.
Enquanto tomava banho lembrava-me novamente de tudo o que tem acontecido. Principalmente de ontem... sentia o toque desesperado  de mãos desconhecidas pelo meu corpo, embora nenhuma mão lá estivesse. Lembrava-me do quanto nervosa eu estava, com medo... e principalmente, totalmente em pânico. Fecho os olhos e vejo-o lamber os lábios. Parecia que a minha mente deixava de funcionar, dando lugar a um lugar sombrio, de onde eu não podia sair, como se mais tarde, ele me fosse apanhar, aquele rapaz. E esse era o meu medo agora... que ele me encontrasse, e tentasse o que não conseguiu ontem.
Senti um calafrio me percorrer enquanto tentava fazer com que os meus pensamentos fossem embora... lavava as zonas do corpo em que os seus lábios tinham tocado, principalmente no meu pescoço, na esperança que o pensamento desaparecesse.
Depois de vários minutos acabo por sair. Olho-me ao espelho, os meus cabelos soltos e molhados, e vejo um leve arranhão no meu ombro descoberto. Provavelmente quando estava quase a ser atropelada e quando o Liam me voltou a ajudar.
Sequei-me, e voltei para o meu quarto e peguei na roupa  mais prática que tinha. Umas calças largas uma camisola preta simples, um decote muito simples mesmo e um casaco de capuz. Não pus o colar, porque eu durmo com ele, não chego mesmo a tirá-lo, então ele já lá estava. Não pego em nada para comer, não tenho fome. Sigo direta até a escola, com a ajuda do meu telemóvel, voltei a chegar tarde 5 minutos. Ainda não sei bem o caminho, e não vou pedir ajuda para me levarem até lá. Não o encontrei no percurso até lá, o que é um bom começo, acho eu.
O dia começava com Psicologia, precisamente a aula que eu me tinha escapado ontem. Assim que entro na sala volto ao lugar do fundo, para evitar atenção. Reparo que o Liam não estava lá. Percorro toda a sala com o meu olhar, mas ele não aparece até que eu volte a piscar os olhos. Baixo a cabeça, eu sabia que isto podia acontecer, nem devia duvidar que ele acabaria por se afastar. Mas eu mesma fiz com que isso acontecesse. O que neste caso, vai ser bom para mim, voltar a ser eu mesma. Quem é que eu estava a tentar enganar? Eu nunca vou mudar, não vou deixar  ninguém chegar perto de mim, ninguém me agarrar como ele me agarrou enquanto eu dormia em seus braços... e quando ele estava prestes a largar-me quando uma amiga dele o chamou. Foi a gota de água. Por muito que ele tente ajudar ou mostrar algum interesse por mim, eu nunca vou aceitar isso, porque por muito que me custe dizê-lo, ele é bom de mais para mim.... ou pelo menos, acha-se bom de mais para mim. Porque ele mesmo fala como se sentisse superior. É o que eu sinto. E isso é horrível. Por muitas palavras que ele dissesse eu não conseguiria acreditar. A isso chama-se falta de confiança. Que eu não tenho, acho que por ninguém.
A aula já tinha começado, foi-me ordenado que me levantasse para me apresentar à turma, já que ontem só fui a uma aula e não tive tempo. Algum tempo depois vejo o Liam entrar e se sentar na cadeira a meu lado. Suspirei. Fui até o centro da sala e falei o minimo possível sobre mim. O básico mesmo. Reparei que vários olhares estavam postos em mim, de raparigas, que me olhavam de maneira estranha, e de rapazes, que me olhavam de uma forma um tanto desconhecida para mim, que nem tentei decifrar.
Assim, que acabei ouço uma boca lá ao fundo, sentia a raiva dentro de mim quase tomar conta do meu corpo, se não estivesse em aula, ai eu juro, eu partia-lhe a cara toda.
Ela: Aii o querida, onde compras a tua roupa? Porque deixa-me que te diga, deve ter sido tráfico muito mal feito!! – ela ri - E já agora, não achas que está na hora de emagrecer um bocadinho, ó gordinha?! As gordurinhas ficam mal fofa!
Eu: Deixa-me que te diga umas coisinhas... – respirei fundo, mas apertei o punho com força, no fundo a tentar evitar desastres e evitar uma outra expulsão – primeiro, fofa é pras tuas amigas putinhas como tu! Segundo, não és tu que pagas a minha roupa pois não? Então eu até podia ir buscar ao lixo que não era da tua conta!! – ela olhava-me chocada enquanto se ouvia alguns risos direcionados a ela – e por fim, eu até podia emagrecer pra ficar a mostrar o corpo como tu e foder que nem uma puta, mas não é isso que quero para mim entendeste? Ou preciso fazer um desenho? Até porque duvido que saibas ler...
Ouço gargalhadas enquanto alguns lhe apontavam o dedo. Deve ser a primeira vez que alguém a enfrenta... sei lá. Ela sai a correr para a casa de banho e ouço o professor falar.
Professor: No fim da aula precisamos de falar senhorita Bell! – assenti e voltei para o meu lugar.
A aula corre normalmente, não dirigi a palavra para o Liam, embora eu sentisse que ele estava a olhar para mim constantemente. Ele devia saber que isso me irritava. O professor falava do comportamento dos jovens de hoje em dia, e analisávamos os vários tipos de sentimentos e comportamentos. É uma matéria que me chama a atenção por isso mesmo. Para que todos possam perceber o que realmente acontece ao ser humano e na psicologia do mesmo. Embora o ser humano, é na minha opinião o único ser capaz de  agir de forma tão idiota. Fazem as coisas até mesmo sem pensar, sem usar aquela coisa a que chamamos cérebro, que muitos não devem usar muito frequentemente.
Arrumei as minhas coisas e esperei que todos saíssem. Segui até a secretária do professor que me esperava enquanto arrumava também alguns materiais. Aproximo-me e espero que ele fale.
Professor: Pelo que reparei, já que sou professor de Psicologia, tu és uma daquelas pessoas que não se controla. E tens de aprender a fazê-lo. – oh não, lições de moral não. – Já que, eu podia punir-te pelo teu comportamento de à pouco, e tu sabes. – ele olha-me sério, provavelmente a pensar se o faria ou não. – só não vou fazê-lo porque pelo que percebi, já foste expulsa demasiadas vezes para voltares a ter um castigo. Mas caso voltes a fazê-lo, não vou pensar duas vezes.
Eu: Sim. Eu sei.
Professor: Bem, agora podes sair, tenho que sair e tu também. Vá, anda.
Fiz o que ele me mandou e caminhei em direção à saída.
Para minha surpresa não voltei a encontrar-me com o Liam o dia todo. Já que, era visível que andávamos a evitar-nos um ao outro.
Cheguei a casa por volta das 4h e fui direta ao meu quarto, sem sequer chegar a pousar a mochila.
Tirei a roupa e coloquei uma mais fresca. O dia parecia mais quente agora do que nunca. O que era estranho. O sol substituía os dias frios e cinzentos do costume.
Coloquei uns calções e uma camisola larga e comprida.
Olhei para os meus pulsos descobertos, onde várias cicatrizes ainda eram visíveis. Escorreguei os meus dedos por lá enquanto me sentava na cama. Depois de algum tempo a olhar para elas sinto os meus olhos arder e uma certa irritação crescer dentro de mim. Procurei por todas as gavetas e por todos os sacos, mas não tinha nada que me restasse. Não tinha o que mais queria no momento... e não sabia como parar esta sensação de euforia. Bem, eu normalmente sei como, mas no momento não tenho quem. E não me parece que o meu “vizinho” vá ser uma boa ideia para par de sexo. Quer dizer, quem sabe ele não será assim tão mau, até diria que ele deve fazer maravilhas com quem quer que esteja com ele no momento, até ao último segundo...
Impeço-me de continuar os meus pensamentos, mas eles voltavam a todo o momento. Eu não queria, mas ele vinha a minha mente e todo o momento. Eu estaria zangada com ele no momento, então poque penso sequer nesta ideia parva de fazer sexo com ele? Ah eu sei, falta de droga...

Continua...

xxPatrícia


segunda-feira, 10 de março de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 10 - "Too cold to be loved"

Forço-me a levantar-me. Apresso o passo enquanto limpo as lágrimas com o punho. Antes de poder sair ouço-o sussurrar, enquanto me olhava.
Liam: Onde vais?
Eu: Sair daqui. Não quero cá ficar nem mais um segundo.
Não o ouço falar. Talvez ele saiba que eu estou certa. Talvez eu não esteja. Ele ajudou-me, e nem quero pensar no que teria acontecido se ele não o tivesse feito. Eu queria sair daqui o mais depressa possível, e voltar para a minha casa, mas ainda tinha medo que pudesse encontrar-me com ele enquanto me tentasse escapar.
Liam: O que se passa? O que se passa contigo, e porque é que sempre que te ajudo ou pelo menos tento, tu foges ou simplesmente ages como se eu fosse um idiota? – ouço-o falar. Viro-me para ele, atrás de mim à espera de uma resposta, que eu não tinha no momento. - É isso que eu sou para ti? Um idiota? – a sua voz soa quase como um sussurro, embora ele mostrasse mágoa e raiva. Ele parece tão diferente cada dia que o vejo.
Eu: Não.
Liam: O que é que eu sou para ti?? Pelo amor de Deus, explica-me porque eu já não sei. – ele parece desesperado.
Eu: Um estranho. – admito, sinto as lágrimas voltarem enquanto eu impedia que elas saíssem.  – O problema aqui, é que tu não passas de um estranho que eu não sei nada sobre e não consigo parar de pensar. É esse o problema Liam. E eu vou dar em tola por isso. – uma expressão de confusão e de choque formava-se na cara dele. Evitei voltar a olhá-lo e saí, antes que algo pudesse impedir-me de fazê-lo.
Saí a correr e desci, sentia as minhas pernas falharem, mas não parei de correr até finalmente me encontar fora daquela casa. E que casa. Volto a olhar para trás e vejo toda a gente a divertir-se, embora bebados, pareciam felizes. Tinham tudo para sê-lo. E eu apenas sonhava em algum dia poder ficar em paz. Sozinha, como o futuro tinha ditado para mim. Um corpo conhecido aparece e vejo-o correr até mim. Ele não parava de correr e a sua cara parecia desesperada, os seus lábios vermelhos talvez de os morder. Comecei a correr sem olhar para a estrada. Não quero que ele me apanhe.
Liam: BELL!! – ele grita.
Paro e assim que olho para ele vejo a luz de um carro bater forte nos meus olhos. Antes que pudesse mover-me sinto o meu corpo ser fortemente empurrado para o chão enquanto quem quer que estivesse naquele carro continuou o percurso a toda a velocidade. O meu coração parecia um carro em competição, cada vez a correr a velocidades maiores. Parecia bater muito forte em meu peito, e este dia parecia nunca mais acabar. E eu estava cansada, de tudo, disto, o que quer que seja que esteja a acontecer, está a acabar comigo.
Sem me aperceber estavamos ambos deitados no chão da estrada, perto da beira, enquanto respiravamos o hálito um do outro. Ele gentilmente deitado em cima de mim apoiando-se num braço enquanto o outro me cobria... permaneci deitada por baixo dele, incapaz de me mover, e a olhar para ele. Já é a segunda vez que ele me “salva” hoje. As poucas pessoas que por lá passavam olhavam-nos. Olhei-o, sem falar nada e voltei o meu olhar para o céu, e fecho os olhos por fim, mas acabo por desabar em lágrimas. Assim que volto a abrir os olhos encontro os seus castanhos a olharem-me com preocupação enquanto lentamente se sentava e me puxava consigo. Em um movimento ele puxa a minha cabeça contra o seu peito, sinto-o bater muito depressa, assustando-me.
Liam: Não voltes a fazer isso... – ele sussurra – podias ter sido atropelada. – levanto meu rosto para o ver, ele mostrava-se sério.
Eu: Porquê? Porque é que ainda te preocupas comigo? Podias simplesmente ter ficado zangado pelo que te disse à pouco mas não... voltas a correr atrás de mim para me salvar uma segunda vez. É suposto eu agradecer a isso? Já não sei se não seria melhor aquele carro ter-me lev...
Liam: Cala-te. Cala-te, cala-te Bell! – ele repete furioso - Não voltes a dizer uma coisa dessas!
Eu: Porque não? Faço falta alguém? Nem eu mesma sei o que continuo cá a fazer quando toda a minha família se foi...
Liam: A tua família?
Eu: Nada Liam... nada...
Liam: Fala comigo porra! Deixa de ser tão teimosa caralho. Nada do que faço parece bom para ti!
Eu: Para Liam, para! Eu não quero falar! – gritei. Eu sabia que estava a ser má com ele, mas se fosse preciso para me afastar dele, eu faria-o. – Não percebes como difícil está este dia para mim? Deixa-me. – levanto-me rapidamente, estou ciente que as lágrimas que corriam pela minha cara eram cada vez mais. Ele levanta-se atrás de mim e agarra-me pelo pulso.
Liam: Até pensei que podíamos ser amigos. Mas tu simplesmente tornas tudo mais difícil. Tudo o que queria era ajudar-te. Mas não vale a pena... – ele cospe tudo o que fala, quase tive medo que ele me batesse. – nunca vais deixar ninguém entrar na tua vida. Nunca. E sabes porquê? Porque simplesmente não sabes como amar ou sequer mostrar algum afeto por alguém! E mesmo que soubesses... tu desistirias.
Eu:  É suposto agradacer-te por falares isso tudo? Ah sim, é claro que é. – ri, mesmo com as lágrimas escorrendo por todo o meu rosto -  Porque agora mostraste-me a verdade não foi? Era isso que querias dizer este tempo todo? E que tempo, não faz nem uma semana que te conheço! – gritei com toda a força que tinha. – Dizes que és meu amigo? Ou que queres ser? Não, tu não queres!! Só esperas que acredite nisso, como provavelmente fizeste com todas as outras raparigas!
Liam: PARA PORRA!! PARA! – ele grita ainda mais alto que eu. Fechei os olhos e eu encolho-me – Eu até te explicava as inúmeras razões pelas quais eu quero estar contigo, conhecer-te... mas também vais achar que inventei, só pra te levar pra cama não é? – ele ri, aquele riso forçado que mostra exatamente o contrário.
Eu: Desculpa! Desculpa se não acredito no que dizes. Desculpa por ser tão estúpida e por não saber amar!! – falei mais baixo, ainda que o que mais quisesse fosse gritar. – Espero algum dia que alguém me ensine. Porque ainda ninguém me mostrou como! E mesmo que mostrassem... não ia mudar nada. Porque eu sou assim. Desculpa por não ser tudo o que tu queres. –disse - Agora deixa-me voltar para a minha vida triste e insignificante... pelo menos nela  posso ser eu! O verdadeiro eu!
Corri para casa que estava mesmo ao lado e tranquei a porta atrás de mim. Sempre que fechava os olhos lembrava-me de como o dia tinha acabado. Com mais uma discussão. E lembrava-me de cada palavra dele. De cada gesto, de cada olhar. E depois lembrava-me da maneira como o outro rapaz me tinha tocado, sussurrado ao meu ouvido enquanto eu me encolhia. A maneira como ele me perseguia enquanto fugia e quando ele lambeu os lábios quando falou para o Liam de mim. Cada pormenor. Eu lembrava-me de tudo. E isso, matava-me por dentro.
Talvez ele até tenha razão... eu não sei amar. Até mesmo porque, eu nunca fui amada.


Continua...

xxPatrícia


sábado, 8 de março de 2014

Fic eliminada

Entãooo... bem, é isso mesmo! Embora tudo indicasse que ia dar certo, uma das fics ia ficando para trás e aos poucos até mesmo nós nos íamos esquecendo de escrevê-la... bem, nós não, a andy era quem a escrevia agora. 

Vamos eliminar a "Irresistible". 

Foi uma das primeira fics, mas não vai dar pra continuar a escrever agora... pelo menos nem ela nem eu sabemos mais o que escrever nela... 

Então é isso... desculpem!! Vou tentar postar um novo capítulo de outra fic para compensar hoje!! Como não queria eliminá-la definitivamente apenas vou eliminar a barra de lado com os capítulos... se quiserem ver os capítulos vão ter de ter a difícil tarefa de ir ver os posts de cada mês!! Desculpem...

Bjss

xxPatrícia

quinta-feira, 6 de março de 2014

Atividade Paranormal - 4ª Temporada - Capitulo 12 - Colégio abandonado

*Últimos capítulos*


~Dia seguinte~


S/n P.O.V.
Faltava apenas um dia para o grande fim-de-semana, estava completamente anciosa por amanhã ser dos nossos últimos dias de diversão a sério antes de voltarmos a nossas vidas normais. Queria aproveitar ao máximo, nada de brigas e nada de tristezas. Apesar de tudo o que aconteceu esse ano foi espetacular e impossível de esquecer, todas as confusões ... acho que tudo me tornou alguém diferente, tudo me tranformou na verdadeira s/n! Acabei de acordar ouvindo a porta do quarto do Louis que era mesmo em frente, havia o barulho de coisas quebrando parecia vir lá de baixo. Confesso que tudo aquilo me estava assustando  ... mantive-me sentada na cama agarrando os cobertores contra mim. De repente a janela de meu quarto abre-se furiosamente batendo contra as paredes e fazendo com que um vidro quebrasse, soltei um pequeno grito dando um pulo para trás na cama e me encolhendo mais. Lá fora não fazia vento nenhum apenas chovia forte o que era estranho num dia de verão ... estava se passando algo estranho, tinha o pressentimento que o que minha mãe me disse tinha haver com isso, mas não conseguia entender como isso estava ligado. Um grito irritante e muito fino ecoou por toda a casa e as luzes se apagaram ... eu reconhecia essa voz ... mas não fazia sentindo! Corri depressa para acender a luz mas nada, saí do quarto e caminhei lentamente até ás escadas, a casa parecia vazia. As luzes voltaram a se ligar novamente ... talvez tenha sido apenas um apagão. Soltei um suspiro de alivio e me voltei para o corredor indo até ao quarto mas sinto minha camisola ser agarrada atrás por alguém que me puxa bruscamente e joga meu corpo das escadas abaixo. Meu corpo cai no fundo, sentia a cabeça andar á roda e o corpo todo dolorido, meu corpo estava estendido no chão sem fazer qualquer movimento, apoei minha mão fazendo força no chão para levantar meu tronco com dificuldade, olhei as escadas para ver quem era ... Ela?? ... agora eu entendia tudo,  minha mãe sabia perfeitamente que ela voltaria! Tentei recuperar todas as minhas forças e me levantar depressa, a mulher se aproximava de mim, meu corpo não reagia ... Fodasse s/n ... olhei tudo em minha volta tentando topar algo para me defender, havia mesmo na minha frente uma mesinha, então logo dei um chuto nela fazendo a mulher cair no chão. Cerrei meus olhos tentando que a dor desaparecesse e me levantei, senti minhas pernas ainda balançarem um pouco mas consegui me manter de pé e correr para o lado de fora da casa ... minha perna estava toda arranhada e sangrando. Remexi em todos os armários da cozinha procorando algo para estancar o sangue. Meu corpo estava tremendo de um jeito incontrolável, tinha que me despachar e sair dali. Peguei um pedaço de gesso que encontrei e os rolei á volta da perna, abri a caixa da eletricidade e liguei a luz, ela odiava luz, seu olhar e seu corpo não resistiam. Saí para fora finalmente trancando a porta da cozinha primeiro e corri para o muro da casa ... e agora?? Eu não ia conseguir saltar isso sozinha!! ... Tinha que tentar pelo menos, comecei subindo, sentia meus braços sendo arranhados pela pedra á medida que subia o muro, finalmente minha mão alcançou o topo do muro, fiz um pouco de mais força e impulsionei minha perna para saltar fora mas vi meu corpo ser atirado para baixo novamente e minha visão começa ficando embaçada...


Patricia P.O.V.
Acordei assustada com barulhos vindos lá de baixo e me levantei depressa, quando abri a porta vi a Nocas e a Elodie saindo dos seus quartos também e me olhando assustadas do mesmo jeito que eu. Engolimos seco ao ouvir o som de um grito, aparecia desesperado, sua voz era muito fina e aguda, ... mas essa voz era da ... da mulher... meu coração parecia ter parado de bater naquele momento. Vi que a porta do quarto do Zayn estava aberta ... a s/n!! Corri depressa e elas seguiram comigo até ás escadas. Havia um rasto de sangue no fundo ... tentamos abrir todas as portas mas estavam trancadas, não havia maneira de sairmos dali!


Zayn P.O.V.
Hoje acordei mais cedo, eu e os rapazes tinhamos de gravar a música do novo albúm. Logo que acabamos eles ainda iam ficar no estúdio mas eu hoje tinha uma surpresa para s/n por isso não queria esperar mais!! Peguei meu casaco o vesti e saí a porta ... Poxaa que dia frio para ser Verão!! Coloquei meu capuz e uns óculos de sol para que niguém me reconhecesse na rua e segui até casa. Houve um momento que me pareceu ter alguem me seguindo ... ou talvez fosse apenas impressao minha!
XXX: Parece-me que temos contas a acertar! - alguém agarrou meu pulso me prendendo contra si e sussurrou em meu ouvido. Me voltei furiosamente para trás o empurrando ...
Eu: Rayn?? - perguntei confuso ... e agora?? O que eu fazia?? Fodasse só faço merda! Ele aproximou-se de mim e sacou uma arma do bolso a apontando em minha barriga disfarçadamente, poderia aparecer alguém  ... estremeci um pouco e engoli seco. - Que é que queres??
Rayn: Você vai descobrir! - ele falou e nesse momento um carro parou mesmo junto de nós e ele me jogou lá para dentro consigo, o homem que conduzia arrancou furiosamente (...) Chegamos numa casa abandonada, ele me levou para dentro, mal entramos vi Alex jogado no chão, suas mãos estavam presas e seu rosto tinha algumas feridas, ao seu lado haviam dois homens que nunca antes tinha visto todos vestidos de preto, Rayn me jogou pro chão também e foi pra junto de uma mulher ... Ashley?? Essa desgraçada conhecia o Rayn?? Puta do caralho, traidora, isso significava que ela só se tinha aproximado do Alex para nos controlar!! Cabra ... o Alex devia estar destroçado caralho, ele gostava mesmo dela. A gente confiou nela e essa vaca nos entregou pro filho da puta do nosso inimigo!
Eu: O que você faz aqui?? - ela não me respondeu apenas deu um sorriso falso e se apoiou no ombro de Rayn. Via o ódio com que Alex a olhava.- Vadia você deixou que a gente confiasse em você, traidora do caralho!! - me levantei mas logo um dos homens de Rayn me impediu de seguir para eles. - Porque voltou?? Eu já paguei minha divida com você Rayn, agora quer o quê hein??
Rayn: Vingança ... Vocês dois me entregaram para a policia. E agora espera o quê?? Que eu ficasse parado vendo vocês dois felizes é?!! - ele gargalhou alto.
Eu: E porque usou a Ashley??
Rayn: Eu conheço a Ashley desde que a gente é criança. Sempre planejei tudo com ela, e dessa vez ela bastou aparecer na vida do Alex para roubar seu coração e conquistar a confiança de todo o mundo!! Vocês saõ tão idiotas!!
Ashley:  Nem tudo o que parece é Zayn ... - sorriu cínica.
Alex: CALA A BOCA SUA PUTA, você não vale mesmo nada!! Fez passar por alguém que não era e me fez confiar em sua palavra ... – ele ia falando nervoso e via seus olhos se enchendo de raiva, ódio e lágrimas se formarem neles. Eu nunca antes vi o Alkex desse jeito. - Eu vou acabar com a raça de cada um de vocês dois caralho!! - ele se levantou, um dos homens ainda o tentou impedir mas ele o jogou pro lado e agarrou Ashley pelo braço - Você me traiu vadia! - Rayn a soltou de Alex e o voltaram a afastar.
Rayn: Eu matei a Lice ... e eu vou matar cada um de vocês ... Você e o Alex vão hoje!
Eu: O que você fez com o Justin??
Rayn: Você podia estar do meu lado hoje sabia Zayn!! Te dei oportunidade de ser da família mas você preferiu gente comos os Dawnson ... e o Bieber, bem o Bieber ficou do seu lado e você jogou nele a culpa da morte da Lice!! Ahaha é incrivel ver vocês cairem fundo cada vez mais!
Eu: O QUE VOCÊ FEZ COM ELE AFINAL CARALHO?? - gritei e logo se ouviu a porta a abrir ... aquele lugar estava caindo aos pedaços, as janelas tinham os vidros partidos, haviam teias de areia em todo lugar e a madeira do chão e das portas rangia só com um pequeno movimento seu.
XXX: Solta meu braço filho da puta de merda!! Está me trazendo para aqui porquê?? EU FIZ UMA PERGUNTA PARA VOCÊ CARALHO,  E SEU EU PERGUNTO VOCÊ RESPONDE OTÁRIO!! - ouvia alguém do lado de fora.- Quer dinheiro?? Se é isso eu te pag ... - um garoto foi atirado também lá para dentro ... Bieber! ... ohh deus, eu reconhecia aquele lugar, esse era o colégio abandonado ...
Justin: Rayn??
Rayn: E que o jogo comece!! - ele dá uma gargalhada e pega um fósfero do bolso, Ashley o olha estranho como se não percebesse o que ele iria fazer, sinto meu pé em cima de algo, um cheiro a gasolina se entranha em minhas narinas.
Alex: O que quer dizer com isso?? - Filho da puta, ele ia jogar fogo na casa e nos deixar lá dentro (...) De repente ouvimos um barulho vindo lá de cima e uma corrente de ar percorreu toda a casa apagando o fósfero que Rayn tinha na mão e fazendo as cortinas esvoaçar e mais vidros se partirem ... o que havia ali??
XXX: ZAYNNNN!! - s/n??? O que ela estava fazendo ali?! Alex e Justin me olharam com os olhos arregalados, o que eu fazia ali parado?? Corri para cima depressa, o grito parecia vindo de uma das salas ...


S/n P.O.V.
Depois de sentir meu corpo tombar não me lembro de mais nada apenas de começar a acordar num lugar ... parecia uma casa abandonada ... haviam um cheiro a velho ali.
Eu: Zazza ... - sussurrei o seu nome.
Mulher: Hey princesinha!! - ela apareceu ali mesmo na minha frente.
Eu: ZAYNNNN!! - gritei ... por favor alguém que me ajude eu não sei mais por onde fugir!  Ela ia me matar ... as lágrimas rolavam de meus olhos correndo meu rosto e caindo sobre minha blusa... 


Alex P.O.V.
O chão da casa começou rangendo forte e os vidros das janelas iam-se partindo, ouvimos a voz da s/n pedir socorro lá em cima, o Rayn não entendia o que se passava e nem mesmo eu conseguia perceber, mas o Zayn e o Justin pareciam saber. Notei em Rayn que estava nervoso e vi-a seu coração palpitar transparecendo em sua camisa. Sequei as lágrimas com o punho do meu casaco e me levantei indo até Rayn e o encostando contra a parede.
Eu: Desaparece daqui, desaparece de nossas vidas ... ou então, eu acabo com você aqui mesmo Rayn! - arranquei a arma de sua mão e a apontei na sua cabeça, minha raiva era incontrolável.
Rayn: O- o q...que se está p-passando aqui?? - ele perguntou. Eu não sabia , o que eu sabia era que minha vontade era matá-lo naquele momento, sacar o revólver e disparar, meu sangue fervia... - Alex pensa bem antes de fazer isso! - ele estava com medo, sabia bem que minha raiva não me impediria de o matar.
Eu: CALA-TE DESGRAÇADO!! - gritei nervoso, meus músculos estavam tensos, eu me tentava segurar para não acabar com a vida dele ali. Senti os homens dele me agarrem e  puxarem para trás socando minha barriga e jogando pro chão.
Rayn: NAO... Parem!! Deixem-o ... Vamos sair desse lugar, isto parece estar assombrado caralho!!! - eles ficaram parados o olhando - EU DISSE PARA SAIREM!! - os homens foram para a porta, Alex me olhou e de seguida atirou fogo na casa ... cabrão!! - Eu disse que ganhava esse jogo Alex!!
Ashley: Rayn!! - ela o chamou mas ele simplesmente a ignorou a saiu trancando a porta. O fogo tornava-se cada vez maior ... olhei para ela e vi-a chorar desesperadamente.

Continua...

xxAndy                                                               


quarta-feira, 5 de março de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 9 - "Open the door!!"


***

Um toque de telemóvel acorda-me. Aos poucos movimentei-me e percebi que estava sozinha. Por momentos angustia e raiva dominou minha mente. Abri os olhos e sentei-me lentamente no sofá. Continuava exatamente no mesmo lugar. 

“Hmhm. Sim. Ok. Estou a ir, não me demoro. Xau”, ouço alguém falar. Reconheço sua voz. 

Eu: Quem era? – disse, dura.

Liam: Desculpa? O que disseste? – a sua respiração alterou um pouco, talvez não estivesse a espera que eu acordasse.  

Eu: Eu perguntei quem era! – gritei. 

 Liam: Era uma amiga minha. – ele baixa a cabeça enquanto me levanto e caminho até a porta. – Era só isso que ias perguntar?

Eu: Era suposto perguntar mais alguma coisa? – sugeri. Seus olhos mostram outro lado dele. Um lado mais duro. 

Liam: Não.

Eu: Bem então acho que podes sair. Ela deve estar a tua espera. Não te atrases... – abri a porta e dei sinal com a mão para ele sair. Fechei a porta atrás dele, e ela bate com força. Andei até o centro da sala e liguei a televisão. Sentei-me e sinto um novo cheito invadir minhas narinas. Arggh não. Nem pensar que fico aqui. O perfume dele é demasiado forte para parar de pensar nele. 

Subo até o meu quarto e deito-me na cama. Voltei a sentar-me novamente e penso no que vou fazer para ocupar o dia. Talvez vá à festa. Nada melhor do que isso para descontrair. As horas passavam demasiado devagar, sentia os meus olhos arderem. E eu sabia exatamente porquê. Só que havia um problema maior. Eu não tinha mais, e não conhecia ninguém que me fornecesse algum tipo dela aqui na zona... vou ter de procurar algum dealer... 

Começava as 22h30. Eram agora 21h. Estava demasiado atrasada. 

Corri até a casa de banho e tomei um banho rápido e escovei os dentes, pentei-me deixando o cabelo liso e fui até o armário de meu quarto. É óbvio que eu não iria usar nenhum vestido super curto que mostrasse mais do que era suposto. Mas não ia ficar-me pelas minhas roupas largas. À noite gosto de parecer outra pessoa, que normalmente pareço, tem vezes que tenho rapazes a dançar comigo e que por fim sussurram um “quero te foder”. E é isso. Só que eu simplesmente não me limitava a ter sexo com eles... eu fingia que ia ter, e quando chegasse o momento, saía. Simples. Queria rir-me um pouco, e era assim que tudo acontecia. Mas depois tem sempre aqueles me vigiam e sabem mais de mim do que eu penso e então colocam pastilhas de ecstasy, que para quem não sabe é um tipo de droga, na minha bebida e isso tem um efeito rápido. Aquela merda é pesada para quem não está habituado.... mas pra mim já se tornou um pouco fraco. Já nem a coca tem o mesmo efeito... 

Por volta das 22:25h estava pronta. Umas collants escuras com alguns detalhes e uns calções completamente rotos de cinta alta, que chegavam até perto do umbigo. Por fim coloquei um crop top muito justo mesmo ao corpo, que mostrava o piercing que eu tinha colocado acidentalmente no umbigo. Na noite em que o fiz estava bebada. Mas bem... então, como eu ia dizer, camisolas como a minha geralmente favoreciam aquelas que tinham peito pequeno. Que por sorte não era o meu caso. Tinha um decote não muito grande e com uns detalhes de renda. Coloquei o meu colar por baixo dela. Por fim fiz uma make simples com uma linha de eyeliner não muito grossa. Em vez de colocar uns saltos altos optei por umas botas pretas. Olhei pela janela e muitas luzes brilhavam e um som alto ouvia-se do outro lado. Olhei pela cortina e vi que era da casa do Liam. Foda-se. A festa era na casa dele. 

Quando estava prestes a desistir lembro-me do telefonema que ele recebeu hoje...  

Talvez um pouco de diversão sirva para ele perceber que eu não sou dele, como ele parece pensar. 

Saí, bati a porta e fui até a casa dele a pé, era estúpido pedir boleia se não precisava de nem 2 minutos para chegar à casa dele. Assim que lá cheguei vi montes de gente entrar, enquanto alguns tentavam sair à força pelo meio de todos aqueles corpos. Entrei e senti uma mão me puxar até a “pista de dança” ali montada, a sala deveria ser de certo modo enorme para cá estar tanta gente. 

Ele: Sempre vieste. – ele sussurra. Ah. Por momentos pensei que fosse outra pessoa, mas segundos depois percebo que era aquele que eu tinha falado hoje de manhã. Nem o nome dele eu sabia. Mas não é objetivo meu de qualquer forma sabê-lo. Espero não me encontrar com ele mais cedo...

Assim que começamos a dançar ele roça-se a mim, alguma coisa me dizia que não ia correr bem. As mãos dele não paravam de mecher por todo o meu corpo, a festa só agora tinha começado e eu já queria sair. Tentei afastá-lo mas ele voltava a agarrar-me como antes enquanto me movimentava com ele ao som da música. Era impossível eu chamar por alguém, já que eu não conhecia ninguém daqui, e mesmo que quisesse a música estava demasiado alta para que alguém me ouvisse. Comecei a sentir o meu coração bater mais depressa quando sinto a sua mão apertar um de meus seios. Guinchei de dor com a força que ele aplicou nele. Sinto uma lágrima escorrer por meu rosto. Ele sussurra coisas sem sentido e completamente nojentas no meu ouvido. Os soluções tomavam conta de mim e sentia que tinha perdido a minha voz. Ele cola o seu corpo ao meu e eu sinto uma leve pressão no meu rabo. Rosnei de nojo quando percebo o motivo. Fecho os olhos e tento pensar numa forma de sair. Eu não conhecia a casa... não fazia ideia de onde eram as escadas sequer... A música para e o DJ de lá fala um pouco enquanto aquele idiota lentamente se afasta de mim um pouco. Não pensei duas vezes e comecei a correr por entre aquelas pessoas o mais rápido que podia. Logo percebi que passos pesados encaminhavam-se a mim. Acelerei os meus movimentos quase sentindo que ia tropeçar em meus pés e vi uma escada que levava ao andar de cima. Corri pra lá e subi-as o mais rápido que pude. Parecia uma perseguição. Olhei para trás e vi-o quase a alcançar-me, sinto um aperto no meu coração assim que ele toca no meu pé e tropeço no topo das escadas. Ele ri enquanto me puxava novamente para ele, sentindo-se vitorioso. De imediato dei um pontapé nele que solta um grunhido de dor tal como eu havia feito a bocado, encolhendo-se um pouco. Vi uma porta aberta e vejo lá o Liam. Só que a porta fecha-se e percebo que ele a fecha com a chave. Corria o mais rápido que podia enquanto ele se levantava para me voltar a apanhar. Várias sensações pareciam querer levar o meu corpo. Nunca tive tanto medo assim desde o dia em que toda a minha família morreu, deixando-me sozinha... Eu ainda era tão nova. Virei à direita e lá estava a porta que a pouco se encontrava aberta. Gritei de desespero enquanto batia e dava murros na porta, implorando para que me deixasse entrar.

Eu: Liammm... LIAMMM!! – vejo um corpo quase tocar-me – ABRE A PORTA, POR FAVOR! LIAMMM – a porta abre-se e sem nem ver se era ele entro e fecho-a atrás de mim. Ele olhava-me espantado, talvez por eu estar aqui, mas eu  não queria saber. Eu só precisava sair daqui o mais depressa possível... a porta volta a abrir-se repentinamente e ele surge de lá. Afastei-me o mais que pude enquanto o Liam via a cena sem perceber nada. – Li-liamm... tira-o daqui, por favor!

Ele: Deixa-me ficar com esta! Ela vai gostar tanto... – ele ri enquanto lambe os lábios. A minha respiração prende-se na minha garganta assim que vejo um braço forte empurrar o outro contra a parede. 

Liam: Sai daqui. Agora. E não voltes a meter-te com ela entendeste? – ele falava sério enquanto o outro se tentava afastar da mão em seu pescoço, o apertando com força. O braço dele ergue-se e vejo os músculos de suas costas sobressairem-se. Fecho os olhos. Ouço a porta bater com força e ser trancada. Sinto uma mão me tocar, prendo a minha respiração trémula enquanto gemo de medo de olhos fechados. 

“Podes abrir os olhos Bell...” sussurra. Abro os olhos e solto um suspiro de alívio enquanto me mantenho quieta no canto do quarto enorme. 

Sussurrei um “desculpa” de volta e logo depois um “obrigada”. Esperei ver um sorriso de sua parte, mas ele manteve-se quieto e seu rosto fechado, apenas a olhar para mim sério e seus músculos tensos. Assusto-me quando o vejo levantar-se e encaminhar-se até a porta dando um pontapé com força nela.


Continua...

xxPatricia